Terça-feira, Outubro 09, 2007

This is (not) the end

E eis que de repente o blogue lava a cara. Senhores e senhoras, meninos e meninas, palhaços e palhaças...mudei-me de artes e manhas para aqui:

www.filipaqueiroz.wordpress.com

Domingo, Outubro 07, 2007

zero à esquerda a contar da terra


Como nem sempre as críticas de cinema podem ser boas, aqui vai uma menos agradável. Trata-se do filme Stardust-O mistério da Estrela. Quem já viu ponha o dedo no ar.

Numa ida ao cinema saudadosista, uma vez que cada vez mais me atraem os festivais e salas pequenas do que propriamente os Lusomundo, as escolhas não eram muitas mas nomes como Robert De Niro e Michelle Pfeiffer levaram à escolha final. Pois bem, na verdade eles são a ÚNICA coisa curiosa no filme inteiro. Ela é feia, ele é gay. Realizado por Mathew Vaughn e baseado numa história de bd de Neil Gaiman, o filme conta a história de um jovem que parte em busca de uma estrela cadente caída do céu (que é uma menina, protagonizada por Claire Danes), que é ao mesmo tempo perseguida por uma bruxa vaidosa (Michelle Pfeiffer) e dois ambiciosos príncipes. Entretanto, a aventura leva a uma pequena sequência secundária de um pirata, o Capitão Shakespeare (De Niro), que esconde um animadíssimo gay por trás da faceta pirata perna de pau rabujento e brejeiro. O resto, um argumento pobre e previsível, uma aventura fantástica que deve ter custado milhões que nada acrescenta, a não ser uma ou outra gargalhada ao longo do filme. Menos mal. A tentativa de ser o anti-conto-de-fadas até tem graça, mas podia ter sido bem mais trabalhada, em vez de se apoiar apenas em cenários à Senhor dos anéis e Harry Potter e protagonistas célebres para dar a cara.

Sexta-feira, Outubro 05, 2007

Sleep of reason, F. Goya

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço -

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

na ponta do arco-íris.eles voltaram.

Antes de mais OBRIGADO pela notícia.


Radiohead
In Rainbows

CD 1 e Vinil

15 Step
Bobysnatchers

Nude
Weird Fishes/Arpeggi

All I Need

Faust Arp

Reckoner

House of Cards

Jigsaw Falling Into Place

Videotape


CD 2
MK 1
Down Is the New Up
Go Slowly
MK 2

Last Flowers
Up on the Ladder
Bangers and Mash
4 Minute Warning

E assim cantarão os Radiohead nos meus ouvidos daqui a 10 dias. Em tempo de chuva com sol, vai nascer aqui o arco-íris.

E que melhor notícia para celebrar este Dia Mundial da Música?

Quinta-feira, Setembro 27, 2007

porta azul-encantada

- truz! truz!

- quem é?

- é a Paz e o Sossego.


- Ah, entrem, entrem! Os Loucos estão a terminar o petisco, e a Noite acaba de abrir a garrafa de tinto. Há sonhos para o jantar.
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Segunda-feira, Setembro 24, 2007

és tu


Coimbra é uma lição de sonho e tradição
O lente é uma canção e a lua, a faculdade.

O livro é uma mulher, só passa quem souber,
E aprende-se a dizer “saudade”.

Coimbra do Choupal, ainda és capital
Do amor em Portugal, ainda...

Coimbra, onde uma vez, com lágrimas se fez
A história dessa Inês, tão linda.

Coimbra das canções, tão meiga que nos pões
Os nossos corações a nu...

Coimbra dos doutores, pr'a nós os teus cantores,
A fonte dos amores és tu.

José Galhardo

- a foto é a vista de Coimbra desde a ponte pedonal que atravessa o Mondego

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

chasing rabbits

Um dos primeiros temas a passar nos censores das rádios, em que a mensagem subliminar fazia referência ao uso de drogas. Depois disso foram os media a fazer referência a White Rabbit vezes sem conta, por exemplo em séries como Os Sopanos, The Simpsons, Futurama, e filmes como The Game, Platoon, entre outros.

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Escrita, composta e interpretada por Grace Slick, dos Jefferson Airplane, White Rabbit (1965) é uma das maiores obras-primas do rock psicadélico de sempre - a par dela, no meu top preferencial, só a incontornável The End dos The Doors. O tema cria nada mais do que um paralelismo entre a experiência alucinogénica dos efeitos do LSD, e o imaginário do escritor Lewis Carrol, cuja Alice no País das Maravilhas acabara de nascer.

White Rabbit, montagem com imagens do filme "Alice no País das Maravilhas"(Disney)

Os elementos estão : o coelho, a lagarta gigante que fuma narguillé, a Rainha de Copas, a própria Alice. Mensagens subliminares e analogias que nem é preciso olhar à lupa para ver que estão lá. A menina que toma pílulas para alterar a sua forma, que come cogumelos para mudar de tamanho e bebe bebidas desconhecidas que se lhe apresentam pelo caminho, num mundo em que flores gigantes falam e gatos cor-de-rosa irónicos cantam e desaparecem num ápice. Tudo, claro, tudo para (per)seguir um misterioso (e sempre atrasado) coelho branco.
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E eram histórias como esta que tantas criancinhas ouviam da boca dos pais antes de adormecerem. Depois como estranhar que as mesmas criancinhas cresçam e queiram experimentar as drogas - era esta a linha de pensamento de Grace.

White Rabbit/Somebody to Love, Jefferson Airplane

Os anos 60 foram o expoente máximo da experimentação de drogas. A finalidade:a comunhão social, a celebração da liberdade, a expansão de corpo e mente. A consagração: a música. Quase (para não dizer) todas as bandas e/ou intérpretes usavam e abusavam destas substâncias "coloridas" que tinham o poder de arrancar as amarras do chão e permitiam voar. Como a Lucy que viajava num céu de diamantes dentro de um submarino amarelo.
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Mas apesar do estado hipnótico e dos muitos maus resultados que a coisa deu na maior parte dos casos, a verdade é que foi nessa altura que nasceram das maiores obras-primas da história da música. À medida que os anos vão passando o que vemos acontecer é a reciclagem de muitos desses temas, ou pelo menos parte. Parece que por exemplo os The Jacksons e a Madonna foram buscar o coelho branco à cartola dos Airplane para fazerem Can you feel it? e Material Girl, respectivamente.

Quinta-feira, Setembro 20, 2007

neverland

Um dos maiores temas de sempre, e que me anda a rodopiar na cabeça estes dias. Imortal, e que nos faz lembrar as coisas boas da vida. E o quanto é difícil estar longe delas.


Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?
The Wizard of Oz, Arlen-Harburg

Israel Kamakawiwo Ole's, Somewhere Over the Rainbow

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

feeling blue

Azul II, Joan Miró

Eu sou o medo da lucidez
Choveu na palavra onde eu estava.

Manoel de Barros

Terça-feira, Setembro 18, 2007

de pequenino